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Casamento Comunitário une 30 casais Imprimir E-mail
Laerte e Maria das Graças antes do sim. Disseram ter realizado um sonho antigo.O Dia da Justiça ficará marcado como data de casamento para 30 casais que disseram o famoso "sim" neste dia 8 de dezembro, em um evento organizado pelo Tribunal de Justiça do Rio. O técnico em Informática Waldeci da Silva Carvalho, de 44 anos, e a dona de casa Elisângela Freitas Para Assu, de 39, aproveitaram a oportunidade para oficializar a união de 23 anos.

fonte: Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro 

Com três filhos biológicos e uma de criação, o casal, que, do grupo, é o que vive há mais tempo junto, se conheceu em um baile funk em Irajá e hoje mora em Bangu, acredita que faz diferença o casamento no papel. "Acho legal porque dá a oportunidade de sermos reconhecidos perante a sociedade", afirmou Elisângela, que aconselha a quem vive em união estável passar pela experiência.

A Ilha de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio, onde moravam, serviu de cenário para o começo da história de amor da dona de casa Maria das Graças Carvalho, de 55 anos, e do jardineiro Laerte Corrêa, de 37. "Eu passava e ela ficava me paquerando. Um dia, tomei a iniciativa", contou ele. Com um filho cada, frutos de relacionamentos anteriores, e mais um casal proveniente da união, eles estão juntos há 16 anos. "Estou muito feliz. Acho maravilhoso ter oficializado, foi um sonho realizado", emocionou-se Laerte.

O coral Felicidade, da Mútua dos Magistrados, coordenado pela juíza aposentada Aydée Parreira Bittencourt e regido pelo maestro Wellington Ferreira, deu início à cerimônia com a música "Emoções", de Roberto Carlos, servindo de trilha sonora para a entrada de pajens e damas. Em seguida, ao som da tradicional "Marcha Nupcial", os noivos entraram no auditório da Escola da Magistratura do Estado do Rio (Emerj), onde aconteceu a solenidade.

"O Judiciário desenvolveu uma série de projetos para aproximar a Justiça das comunidades. Para que as pessoas possam ter a defesa dos seus direitos, a base é a cidadania. Se eu não sou cidadão, não posso reivindicar nada. Devemos levar ao conhecimento da população a importância da Justiça", afirmou a desembargadora Gilda Carrapatoso, que destacou a importância da regularização da família.

Os padrinhos simbólicos foram o desembargador Antônio Saldanha Palheiro e sua esposa, a diretora do Departamento de Avaliação e Acompanhamento de Projetos Especiais (Deape), Rosiléa Di Masi Palheiro, ambos do TJ do Rio e casados há 34 anos, com três filhos e dois netos. "O juiz atua em conflitos e é uma atividade espinhosa, pois não consegue satisfazer as duas partes. Hoje, nós possibilitamos alegria e a formalização de uma união. O casamento existe em todas as sociedades, países, povos, religiões", destacou o desembargador.

A juíza da 3ª Vara Cível da Comarca de Niterói, Renata de Lima Machado Amaral, celebrou o casamento. "É uma imensa alegria poder estar aqui neste projeto do TJ, que visa um contato maior com a comunidade. O sentimento que os trouxe aqui é o amor, conceito difícil de definir, pois é muito amplo, extenso. É algo bom, remete ao belo, ao justo", afirmou. "O casamento é comunitário, mas é único para cada casal, assim como toda história é única. O amor dos cônjuges precisa se expandir para toda a família para que ela seja amorosa e mais feliz", enfatizou.

A troca de alianças e o esperado beijo aconteceram com a música "Como é Grande o Meu Amor por Você", de Roberto Carlos. A cerimônia durou cerca de uma hora e terminou ao som de "Carinhoso", de Pixinguinha.

O Projeto Casamento Comunitário faz parte das atividades do Programa Justiça Cidadã, que tem como objetivo aproximar o Poder Judiciário da sociedade por meio de ações educativas. É organizado pelo Deape do TJ, sob a coordenação da desembargadora Cristina Tereza Gaulia, e conta com a parceria da Defensoria Pública Geral do Estado e apoio dos cartórios de RCPNs, da Associação dos Magistrados do Estado do Rio (Amaerj - que presenteou os noivos com cestas básicas) e da Mútua dos Magistrados.

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